Com uma coleção não muito extensa, o outono de Ann Demeulemeester contou com modelos femininos e masculinos em branco e preto, todos monocromáticos e com um toque único de melancolia. Isso não ficou marcado apenas nos rostos dos modelos, na maquiagem "cara lavada", mas também em como os tecidos caem e se amontoam feito grandes mantos que se amarram em grandes túnicas negras, assim como se fossem mesmo a roupa própria de um ceifador, mas porque dessa vez a designer escolheu se manter opaca a pesada no tom escuro e nos tecidos grossos e caídos. Amarrados, transpassados e, por vezes, abotoados, eles se ajeitam largos pelos corpos, às vezes adornados por dourado e deixando alguns pedaços de pele aparecer, mas sempre dramáticos numa queda brusca que vai até ao chão: longilíneos, verticais e pesados.



